O câncer se caracteriza pelo crescimento desordenado das células, podendo causar a formação de tumores com risco de espalhar-se para outras regiões do corpo. No Brasil, o câncer de estômago é o terceiro tipo mais frequente entre os homens e o quinto entre as mulheres, com estimativa anual de 21.230 casos, atingindo em sua maioria homens entre 60 e 70 anos.
Uma doença que não avisa
O câncer de estômago, ou câncer gástrico, é uma doença silenciosa, por isso faz-se necessário tomar conhecimento sobre suas causas, antes que seja tarde demais. Como não apresenta sintomas em sua fase inicial, ele vai se desenvolvendo silenciosamente até estar numa fase mais avançada, onde as chances de cura já são baixas.
“As pessoas normalmente tentam procurar o médico quando elas têm sintomas, mas quase todos os cânceres não têm sintomas na fase inicial, são doenças silenciosas que trazem sintomas já quando estão num tamanho grande”, explica o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Fernando Furlan. Em 50% dos casos de câncer de estômago, ele é diagnosticado quando a cura já é improvável.
Causas
Não existe uma causa específica para o câncer de estômago, mas diversos fatores podem contribuir para seu aparecimento. O consumo de alimentos com excesso de conservantes, alcoolismo, tabagismo, excesso de sal na comida, ingestão de água proveniente de poços com alta concentração de nitrato, etc.
O Dr. Fernando Furlan adverte: “O equilíbrio é a raiz da saúde. Você tem o direito de uma vez ou outra comer do que dizemos que faz mal, mas esse alimento não pode estar presente com frequência na alimentação. A principal causa desses tumores gástricos são alimentos mal conservados ou com excesso de conservantes”.
A hereditariedade também pode ser um fator de risco, portanto é preciso estar atento ao histórico familiar da doença. “Pessoas que possuem gerações sequenciais na família com câncer de estômago precisam ficar mais alertas e fazerem exame com mais frequência para tentar detectar ele precocemente”, alerta o Dr. Fernando.
Sintomas
Quando o câncer de estômago começa a demonstrar seus sintomas, é sinal de que já está avançado e o portador precisa estar alerta, para assim ter ainda a chance de tratá-lo. Dentre os sinais que indicam sua presença, estão perda de peso e de apetite, fadiga, sensação de estômago cheio, vômitos, náuseas e desconforto abdominal persistente.
No câncer de estômago, sangramentos gástricos não são comuns, no entanto, o vômito com sangue ocorre em cerca de 10% a 15% dos casos. Também podem surgir sangue nas fezes, fezes escurecidas, pastosas e com odor muito forte, que são indicativos de sangue digerido.
“O câncer de estômago está diretamente ligado à alimentação e digestão, então qualquer alteração nesse aspecto deve ser pesquisada”, pontua o Dr. Fernando Furlan.
Prevenção e tratamento
Para prevenir o câncer de estômago, é recomendado manter-se no peso corporal ideal, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e de alimentos salgados e preservados em sal, assim como procurar não fumar.
O diagnóstico do câncer de estômago só é possível por meio de uma biópsia, a qual é feita durante uma endoscopia, procedimento realizado por um médico gastroenterologista. A detecção precoce do câncer é um meio de encontrar um tumor em fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento. Por esse motivo, é importante estar sempre atento e realizar uma consulta periodicamente.
“Quando se detecta o câncer rápido, o tratamento é muito melhor, porque você pode fazer uma cirurgia curativa para retirar o câncer que existe e o que sobrar do órgão ser suficiente para manter as funções fisiológicas. É preciso realizar o exame com a periodicidade que seu médico indica, que normalmente será a cada 1 ou 2 anos”, conclui o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Fernando Furlan.
Fonte
Redação | Doutor TV
Redação | Doutor TV