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terça-feira, 11 de agosto de 2020

Câncer de próstata: um em cada dez homens será diagnosticado com a doença durante a vida

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O câncer de próstata é hoje a segunda principal causa de morte por câncer em homens. Dependendo do tempo para diagnóstico, a doença pode evoluir para seu estado grave, porém, é raro um exame detectar positivo em homens com idade menor que 40 anos. Sendo assim, a cada 10 casos diagnosticados, 06 são de homens com idade acima de 65 anos.

De três em três anos estima-se que sejam diagnosticados mais de 65 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil. Os dados desse triênio (2020,2021 e 2022) são do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Os principais fatores de risco para o câncer de próstata são também os riscos para outros tumores, como cigarro, a má alimentação, a falta de exercício, o histórico familiar e a etnia.

“Pessoas que têm de dois a três parentes de primeiro grau com câncer de próstata aumenta em oito vezes a chance de ele ter a doença. Os afrodescendentes tem geneticamente uma predisposição maior para ter um câncer de próstata mais precoce em sua vida, e casos mais agressivos.” Explica o Médico urologista Dr. Eliney Faria, especialista no assunto com ampla experiência em cirurgias oncológicas.

 

Diagnóstico precoce


Teoricamente a prevenção do câncer de próstata vem desde a época da adolescência, com boa alimentação, o antitabagismo, dentre outras. As Sociedades: Brasileira, Americana e Europeia de Urologia preconizam mais ou menos em torno dos 50 anos para começar o rastreamento no intuito de uma detecção precoce.

O cigarro está muito mais associado a câncer de bexiga, de pulmão, de laringe, ou mesmo o de rim, contudo, tem um componente que o associa ao câncer de próstata.

“Outra recomendação é para pessoas que tenham familiares com o câncer de próstata ou forem da raça negra. Essas devem começar a prevenir entre os 40 e 45 anos.” Complementa o urologista.

A importância em se detectar precocemente está no tempo de vida do paciente. Estudos mostram que um câncer de próstata tratado com cirurgia, e está num nível de baixo grau, resulta meio por cento de mortalidade em 20 anos. Ou seja, é menor as chances de um homem ter risco de morte com um câncer de próstata, esse ainda pequeno e tratado, do que o mesmo diante da condução de um veículo.

“O problema é que as pessoas não fazem o diagnóstico precoce, deixam rolar, e quando se descobre numa fase mais avançada, daí gradativamente diminui as chances de cura.” Adiante Dr. Eliney.

 

Um exame temido, mas imprescindível


O exame de toque retal, apesar de temido, tem um diferencial em sua composição. Além de durar cerca de cinco segundos apenas, o diagnóstico consegue apontar a textura do tumor e se ele é doloroso ou não. Não há outro exame que apresente essa sensibilidade.

Contudo, um segundo exame, o de sangue, aponta o PSA (Prostate Especific Antigens), que é uma substância produzida pela próstata que, quando infeccionada, fora do tamanho natural ou com câncer, faz com que esse líquido, essa substância, saia das células e caia no sangue. Entretanto, alguns tumores não sobem o PSA. Sendo assim, de cada 05 exames, 01 deverá obrigatoriamente ser via retal.

Caso o PSA ou o toque retal dê positivo, pede-se ainda uma ressonância, que é mais um avanço para ajudar a documentar esses tumores pequenos.

Vale lembrar que: “O câncer de próstata tem muito mais a ver com a genética do que com fatores de risco.” Finaliza o urologista.

 

Colaboração:

Dr. Eliney Faria – Urologista

E-mail: contato@elineyfaria.com.br

Telefone: (31) 3582-8360 | WhatsApp: +55 31 8881-2837

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