terça-feira, 24 de março de 2020

As complicações cardiovasculares decorrentes do Coronavírus

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A preocupação com o Covid-19 vem mobilizando o mundo, principalmente quando o assunto é a saúde dos que são afetados pelo vírus. Devido a isso, faz-se necessário abrir um parêntese em relação às pessoas idosas, e todas as outras (independentemente da idade) que têm histórico médico de outras patologias.

Entenda essa vulnerabilidade

Os pacientes que sofrem de outras doenças como hipertensão e patologias no coração, como as arritmias (e até que tem histórico de infartos antigos) geralmente apresentam um sistema de defesa reduzido (o chamado sistema imunológico). Isso faz com que o corpo demore mais para responder quando há um processo infeccioso.
Estudos mostram que o Sars Cov2 pode acometer o músculo do coração (miocárdio). Ao ocorrer esse processo inflamatório (do músculo do coração) gera-se a doença miocardite, onde o órgão terá um enfraquecimento do músculo, gerando um aumento da sua cavidade, o que leva a uma dificuldade de ejeção do sangue pelos vasos. E é aí que mora o perigo, pois há maior chance de se formarem trombos (os chamados coágulos). Nesses casos, as taxas de mortalidade para quem é acometido pelo Coronavírus aumentam. A evolução com pior prognóstico aponta para uma taxa entre 10 a 15%.
“Por isso todos os pacientes devem manter suas medicações nos horários regulares, seguindo as orientações de seu médico, alimentar-se bem, ter uma boa noite de sono, conservando assim uma boa imunidade. Com a manutenção das medicações para o controle das doenças como hipertensão, evita-se ainda o desenvolvimento de insuficiência cardíaca, infarto e acidente vascular cerebral.” Explica a cardiologista Dra. Alessandra Gazola.

Atenção redobrada com medicação

Para aqueles que têm alguma patologia cardiovascular, toda e qualquer medicação, como os IECAS e BRA, devem ser mantidas, pois são responsáveis pela prevenção da insuficiência cardíaca.
“A tomada de decisão de retirada ou troca só deve ser feita por uma equipe multidisciplinar. E isso se estende para os casos graves de Covid-19.” Orienta a cardiologista.
Assim como o uso a longo prazo de Corticoide, deve ser mantido conforme orientação médica, no entanto sabe-se que nos casos em estágio grave, ele não tem um bom resultado na recuperação do paciente.
“Por isso que a decisão de continuação ou interrupção da medicação só deve ser feita por um médico.” Finaliza a Dra. Alessandra Gazola.

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