sábado, 23 de novembro de 2019

Varizes – além do incomodo estético, se não tratadas podem trazer riscos à saúde

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As varizes causam incomodo estético, e não são tratadas, podem provocar dor e trazer riscos à saúde. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) o problema afeta 38% dos adultos. No público feminino, a incidência é ainda maior: 45% apresentam a condição.
 
Uma pesquisa do Hospital Memorial Chang Gung, em Taiwan, publicada no prestigiado periódico científico The Journal of American Medical Association, confirmou que as varizes aumentam em cinco vezes o risco de trombose venosa, a formação de um coágulo nos vasos sanguíneos profundos. O trabalho revela que o quadro dobra a probabilidade de um indivíduo sofrer uma grave embolia pulmonar, por exemplo, quando um trombo sanguíneo se solta da periferia do corpo e vai parar lá nos pulmões.
 
A Dra. Anna Karina Sarpe, cirurgiã vascular, falou sobre as causas, diagnóstico e tratamento das varizes:
 
A principal causa para o desenvolvimento das varizes é a predisposição genética e alguns fatores aumentam o risco de desenvolver a doença, como o sedentarismo, sobrepeso e obesidade, uso de terapias hormonais, número de gestações, idade avançada, passar muito tempo na mesma posição (em pé ou sentado). As mulheres estão mais propensas a desenvolverem as varizes pela maior alteração hormonal que apresentam durante a vida. Desde as alterações dos hormônios femininos no ciclo menstrual, menopausa e na gravidez. Além disso, muitas mulheres são expostas a hormônios presentes nos anticoncepcionais hormonais e a terapia de reposição hormonal. Explica a Dra. Anna.
 
A doença é diagnosticada através da história contada pelo paciente, com avaliação dos sintomas apresentados, e pelo exame físico das pernas, onde o médico o angiologista ou cirurgião vascular irá avaliar a presença de varizes e vasinhos, inchaço e alterações da pele. Muitas vezes, é necessário realizar o exame de ultrassonografia com doppler das pernas, para melhor avaliação da circulação e planejamento do tratamento. 
 
As mulheres, muitas vezes por queixas estéticas, começam a tratar a doença em um estágio mais inicial, enquanto os homens quando apresentam o problema, geralmente negligenciam e acabam procurando um especialista para avaliação quando a doença já está em um estágio mais avançado. Alerta Sarpe.
 
Sobre o tratamento, de acordo com a cirurgiã vascular depende da gravidade da doença. A cirurgia convencional é muito segura e é realizada há muito tempo. Nesse procedimento, através de pequenas incisões na pele as veias doentes são retiradas. Existem também técnicas mais recentes, como a termoablação realizada por fibras de radiofrequência e laser. São procedimentos minimamente invasivos que apresentam ótimos resultados e rápida recuperação pós-operatória. A escleroterapia com espuma de polidocanol guiada por ultrassom também é uma opção em para alguns casos. Nesse procedimento, uma substância é injetada dentro da veia com a intenção de causar uma reação na parede do vaso. Concluiu Dra. Anna Karina Sarpe.

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