domingo, 24 de novembro de 2019

Cirurgiâo plástico tira dúvidas sobre a mastopexia de substituição

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Durante toda a vida o corpo da mulher está sujeito a sofrer uma série de modificações. No caso dos seios, especificamente, desde o início da puberdade é possível notar uma mudança em relação aos seus tamanhos, passando por processos diversos, como as variações hormonais, o uso de anticoncepcionais, bem como a gravidez e a amamentação.

Essas variações provocam intensas transformações, que em boa parte das mulheres, geram uma série de desconfortos e insatisfações em relação a estética dos seus seios. O uso da prótese mamária está no topo da demanda de cirurgias plásticas, segundo o último censo realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), que mostrou que, apenas em 2016 esse procedimento representou 19% de todos os realizados no país, totalizando 288.597 cirurgias.

A mastopexia, procedimento cirúrgico responsável para correção da flacidez mamária, tradicionalmente feita a partir da retirada de pele, um pouco de glândula e colocação de próteses pequenas acima ou parcialmente abaixo do músculo, é indicada para o reposicionamento dos seios, deixando-os com um melhor aspecto. A chamada mastopexia de substituição, apresenta novas técnicas cirúrgicas, como explica o Dr. Elizeu Lavor, cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC).
“Na mastopexia de substituição retiramos mais tecido mamário do que na mastopexia convencional, posicionando uma prótese de volume maior completamente dentro de uma “bolsa” abaixo do músculo, ou seja, substituímos tecido da mama pelo implante”, explicou.

O cirugião esclareceu sobre a relação entre o peso e o posicionamento da prótese e a flacidez futura, dúvida frequente entre as mulheres que realizam o procedimento. “Basicamente, o peso da prótese vai ser completamente sustentado pelo músculo, o que vai acabar não pesando nessa pele. O que estaria pesando seria justamente a glândula, fator que também é reduzido no procedimento”, ressaltou o Dr. Elizeu.

De acordo com o médico, o processo cirúrgico que remove grande parte da glândula e gorduras da mama, possibilitando a utilização de próteses maiores com menos riscos de queda da mama, traz amplas vantagens para a mulher. Além do pólo superior da mama ficar mais definido e marcado, a introdução dessa nova técnica facilita a correção das diferenças entre a mamas, além de diminuir a chance de câncer de mama em até 80%, uma vez que o tecido mamário será menor. Um outro benefício seria a diminuição do risco de infecção no pós operatório, pois na técnica tradicional, caso ocorra alguma dificuldade de cicatrização, mais facilmente a prótese poderá ser exposta e contaminada, mas na mastopexia de substituição a prótese estará segura abaixo da musculatura.

A mastopexia de substituição é uma inovação no rol das cirurgias plásticas em seios, ganhando cada vez mais espaço nas preferências dos cirurgiões e pacientes. “O primeiro passo será passar em avaliação com um cirurgião plástico especializado na técnica, para analisar o caso e a indicação do procedimento para a paciente usufruir de todos os  benefícios da cirurgia no médio e longo prazo”. Finaliza o Dr Elizeu Lavor. 

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