terça-feira, 10 de julho de 2018

Sarcopenia - perda de massa muscular e dependência física do idoso

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Um dos maiores medos do homem está muitas vezes relacionado a uma doença chamada sarcopenia. Saiba do que se trata e como prevenir.


Panorama Mundial



Estima-se que aproximadamente 10% da população seja de idosos, o que corresponde a 705 milhões de pessoas. Em 2050 estima-se que esse número subirá para 2 bilhões (32% da população). O envelhecimento da população mundial vêm mudando o perfil de doenças existentes.


Sarcopenia


No meio científico pode ser considerada uma "doença nova" já que o termo sarcopenia foi proposto por Irwin Rosenberg em 1989 para designar perda de massa muscular e de funcionalidade relacionados a idade. Como perda de função neste caso pode-se entender diminuição de força, resultando em fraqueza nos braços, pernas, dificuldade em locomoção e incapacidade em realizar atividades simples como se alimentar sozinho ou tomar banho.


Prevalência, etiologia e diagnóstico


A prevalência da sarcopenia em idosos pode variar de 7 a 50% dependendo da referência. Sabe-se que é doença multifatorial, estando envolvidos fatores hormonais, metabólicos e nutricionais, além do sedentarismo. Com o passar dos anos o idoso tem uma atração natural maior por alimentos ricos em carboidratos e gorduras, como bolos, doces, tortas, lanches, que trazem maior palatabilidade no geral do que os ricos em proteínas como carnes, leite e derivados. Ainda não há consenso nos critérios diagnósticos, que pode ser realizado com a história aliada ao exame físico, onde a circunferência da panturrilha é um bom preditor de massa magra. O médico poderá lançar mão de exames complementares como bioimpedanciometria e a densitometria óssea de corpo total para a avaliação da composição corporal (osso, músculo e gordura).


Tratamento e prevenção 


O tratamento baseia-se em 2 pilares: nutroterapia e fisioterapia motora. A nutroterapia visa melhorar o aporte proteico para aumentar a síntese muscular. A fisioterapia é o estímulo necessário para que o organismo produza o músculo perdido. A prevenção pode ser feita através de um estilo de vida ativa e saudável, com prática regulares de atividades físicas assim como uma dieta balanceada. Vale a pena ficar de olho se está sendo ingerida a quantidade ideal de proteína. São boas fontes desse nutriente: carnes magras, leite semi ou desnatado, iogurte desnatado ou light, queijo cotage, ricota, queijo minas frescal, ovo, grãos como feijão, ervilha, soja, grão de bico e lentilha. Para maiores informações e atualizações sobre o tema acesse http://www.aginginmotion.org/ .

Colaboração: Dra. Larissa Fabbri Mendes – Médica pós-graduada em nutrologia pela ABRAN [CRM 152372] | Doutor TV em Revista!

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