quinta-feira, 28 de junho de 2018

Zumbido - o que é, causas e tratamentos!

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O zumbido, também conhecido como tinnitus ou acúfeno, é caracterizado como um ruído incômodo que não provém de nenhuma fonte de som externa. Na maioria das vezes, não é sinal de doenças graves, mas necessita de acompanhamento médico devido ao desconforto provocado. O otorrinolaringologista Dr. Renato Bittar, esclarece sobre esse mal que acomete uma parte considerável da população.

“O zumbido configura um sintoma auditivo de alguma condição médica e que pode se originar por vários fatores. As causas são as mais variadas, podendo ser desde condições simples como acúmulo de cerume, até condições mais complexas como tumores. Porém, vale frisar que na grande maioria dos casos, o zumbido é secundário a perdas auditivas, seja por envelhecimento, exposição crônica a ruídos e até mesmo pelo uso de medicações tóxicas aos ouvidos”, explica Bittar. Além disso, estudos mostram que pacientes com transtornos de humor, dentre eles, a depressão, tendem a intensificar a percepção e o incômodo com o zumbido.

Segundo a American Tinnitus Association (em tradução livre, “Associação Americana de Zumbido no Ouvido”), pelo menos 20% das pessoas apresentam algum quadro do fenômeno ao longo da vida. Na população com mais de 60 anos, esse índice sobe para 25%.

De acordo com o Dr. Renato, todo quadro de zumbido deve ser minuciosamente investigado e o tratamento deve englobar uma equipe multidisciplinar que irá avaliar e identificar as possíveis causas. “O diagnóstico baseia-se na história clínica e evolutiva da queixa, no exame médico completo, exames laboratoriais e audiometria. Eventualmente, o médico pode necessitar de solicitar outros exames complementares como tomografia e ressonância magnética”, esclarece.

Atualmente, a medicina dispõe de um amplo arsenal terapêutico para o tratamento do zumbido, como aparelhos de amplificação sonora com recurso de mascaramento do zumbido, terapia de enriquecimento sonoro e tratamento medicamentoso. “O zumbido foi negligenciado por décadas pela medicina e por isso passou a ser visto como algo intratável. Nada mais longe da verdade”, finaliza o Dr. Bittar.

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