quarta-feira, 23 de maio de 2018

Endometriose - doença do sistema imune e genética

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Endometriose é uma doença ginecológica que afeta a mulher na idade reprodutiva. Ocorre em torno de 10% das mulheres, as quais geralmente demoram muito tempo  para ter o diagnóstico correto e iniciar o tratamento adequado.



O sintoma mais importante é a dor  e infertilidade. Essa dor pode ser referida como dor  lombar, pélvica, cólicas menstruais intensas, incapacitantes para o trabalho ou convívio social, dor na relação sexual, dor no período ovulatório , irregularidades menstruais e dificuldade para engravidar. A quantidade de dor sentida pela mulher não necessariamente está relacionada com o tamanho da área afetada e ter endometriose também não significa infertilidade.   A infertilidade  ocorre em torno de 30 a 40% das mulheres acometidas.



É uma doença que ainda está sendo estudada e novas descobertas acontecem. Hoje se sabe que afeta o sistema imune e existe correlação com doenças auto imunes tais como lúpus, crohn e tireoidite de hashimoto. Também verifica-se uma condição genética.



O diagnóstico pode ser feito com ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal que possibilita melhor visualização das estruturas, ressonância magnética e videolaparoscopia (visualização direta da cavidade abdominal).



A endometriose  tem que ser acompanhada durante todo o período reprodutivo , mesmo se for tratada cirurgicamente, devido ao risco de recidiva. Acredita-se que a doença precise de estrogênio para crescer, por isso os tratamentos hormonais voltados para reduzir ou interromper a produção desses hormônios são opções disponíveis para ajudar no tratamento. Portanto a modulação hormonal, a verificação do sistema autoimune, a videolaparoscopia para diagnóstico e/ou cauterização dos focos de endometriose, ou a ressecção dos mesmos fazem parte de propostas de ajuda ao paciente e controle da dor. Contudo, cada mulher é afetada pela doença de uma forma diferente, cada mulher é única e precisa tratamento individualizado.

      Outras orientações incluem suporte psicológico/psicoterapia, atividade física, perda de peso, pois o sobrepeso aumenta a produção de estrógenos, reduzir o stress, alimentação  adequada, evitar  açúcar, carboidratos e alimentos processados.  Dieta paleolítica é uma boa opção (frutas vegetais proteínas, castanhas, azeite...)  e regularizar o nível da vitamina D. São cuidados que podem melhorar a qualidade de vida pessoal, profissional e sexual da paciente, principalmente daquelas que desejam ter filhos.



Colaboração: Dra. Glene Rodrigues - ginecologista| Doutor TV em Revista!

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